Posts tagged ‘aspectos comparativos’

30 de setembro de 2009

Português-Español (Asp.Comp.) Parte VI

Um outro (pt.) —– Otro (es.)

En portugués hablado, por influencia histórica del francés, se observa el uso muy asimilado de la expresión “um outro”. La presencia del artículo indefinido “um” no es obligatoria, pero se da en la casi totalidad de los casos. Para el hispanohablante que quiere aprender portugués este no es un punto de conflicto porque puede elegir libremente entre las dos formas. Sin embargo, el lusohablante que pretende hablar el español suele enfrentar grandes dificultades para eliminar el artículo “un” que tiende a poner antes de “otro”, lo que no es corriente en la lengua castellana y podría generar malentendidos (ver ejemplos, caso 1). En español “un Otro” se usa solamente en lenguaje académico-científico cuando deseamos indicar la existencia de “un otro individuo”, caso en el cual se utilizaría la misma expresión “um outro” en lengua portuguesa (ver ejemplos, caso 2).

Em português falado, por influência histórica do francês, observa-se um uso muito assimilado da expressão “um outro”. A presença do artigo indefinido “um” não é obrigatória, mas ocorre na maior parte dos casos. Para o hispanofalante que quer aprender português isto não representa uma dificuldade porque pode escolher livremente dentre as duas formas. No entanto, o lusofalante que pretende falar espanhol costuma enfrentar grandes dificuldades para eliminar o artigo “un” que tem a tendência de colocar antes de “otro”, o que não é costumeiro em língua espanhola e poderia gerar mal-entendidos (ver exemplos, caso 1). Em espanhol “un otro” é usado somente em linguagem acadêmico-científica quando queremos indicar a existência de “un otro individuo”, caso no qual utilizaríamos a mesma expressão “um outro” em língua portuguesa (ver exemplos, caso 2).

Caso 1 (um outro – otro)

Pt.: Ele queria uma outra coisa.

Es.: Él quería otra cosa.


Pt.: Um outro aspecto importante é…

Es.: Otro aspecto importante es…


Caso 2 (um outro – un Otro)

Pt.: “[...] sempre que haja um outro que lhe forneça os meios necessários para se desenvolver e se constituir como sujeito.”

Es.: “[...] siempre que haya un Otro que le brinde los medios necesarios para desarrollarse y constituirse como sujeto.”

Outro dia (pt.) —– El otro día (es.)

En portugués usamos la expresión “outro dia” para indicar un día en el pasado en que algo ocurrió. En español se usa la expresión “el otro día” con este mismo sentido (ver ejemplos, caso 1).

En español “Otro día” se usa para introducir un plan o proyecto de acción futura. En este caso usamos “um outro dia” en portugués (ver ejemplos, caso 2).

Si un hispanohablante dice “o outro dia” en portugués y comenta algo que haya ocurrido en el pasado, la oración estará gramaticalmente incorrecta, ya que solo podemos usar el artículo “o” si vamos a describir ese día, decir cómo fue, qué tiempo (atmosférico) hizo etc. (ver ejemplos, caso 3).

Em português usamos a expressão “outro dia” para indicar um dia no passado em que algo ocorreu. Em espanhol usa-se a expressão “el otro día” com este mesmo sentido (ver exemplos, caso 1).

Em espanhol “Otro día” é usado para introduzir um plano ou projeto de ação futura. Neste caso usamos “um outro dia” em português (ver exemplos, caso 2).

Se um hispanofalante diz “o outro dia” em português e comenta alguma coisa que tenha ocorrido no passado, a oração estará gramaticalmente incorreta, pois somente podemos usar o artigo “o” se vamos descrever esse dia, dizer como foi, como estava o tempo (atmosférico) etc.  (ver exemplos, caso 3).

Caso 1 (Pretérito)

Pt.: Outro dia fiz uma coisa incrível.

Es.: El otro día hice algo increíble.


Caso 2 (Futuro)

Pt.: Um outro dia a gente pode revisar o texto.

Es.: Otro día podemos revisar el texto.

Caso 3 (o outro dia – el otro día) – Descrição/descripción

Pt.: O outro dia foi horrível, choveu muito e não conseguimos fazer nada. (Poderia ser o dia seguinte, o dia anterior, o primeiro dia, o segundo dia etc.).

Es.: El otro día fue horrible, llovió mucho y no pudimos hacer nada. (Podría ser el día siguiente, el día previo, el primer día, el segundo día etc.).

12 de setembro de 2009

Português-Español (Asp.Comp.) Parte V

Do F medieval que o português cuidou e o espanhol trocou pelo H

De la F medieval que el portugués cuidó y el español reemplazó por la H

O espanhol é a única língua latina (língua romance, em linguagem técnica) que iniciou um processo paulatino já na idade média de substituição do F inicial (ou medial) de muitas palavras pelo H mudo. Não há um consenso dos linguistas sobre as causas deste fenômeno; alguns afirmam que foi por uma influência moura (árabe), outros chegam a dizer que esta influência veio da população falante do basco (que em basco se chama euskera), uma língua falada no atual território espanhol cujas origens são pré-arianas, sem parentesco com as línguas romances, e que não possui o som /f/. Na prática, o que se observou foi uma coexistência do F e do H por vários séculos que terminou com o predomínio do H mudo, que representa uma clara simplificação do sistema, uma tendência natural da linguagem verbal humana.

El español (castellano) es la única lengua latina (lengua romance, en lenguaje técnico) que pasó por un proceso gradual, ya en el medioevo, de reemplazo de la F inicial (o medial) de muchas palabras por la H muda. No existe un consenso entre los lingüistas sobre las razones de este fenómeno; algunos afirman que se trató de una influencia mora, otros llegan a decir que la influencia provino de la población hablante del vasco (euskera), una lengua del actual territorio español cuyos orígenes son pre-arianos, sin cualquier parentesco con las lenguas romances, en la cual no existe el sonido /f/. En efecto, lo que se observó fue la coexistencia de la F y la H por varios siglos y un predominio final de la H muda, que representa una clara simplificación del sistema, lo que es una tendencia natural del lenguaje verbal humano.

Alguns exemplos

Algunos ejemplos

afilhado /ahijado

afinco / ahinco

afogar / ahogar

afugentar  / ahuyentar

almofada / almohada

desafogo / desahogo

façanha / hazaña

fada / hada

falcão / halcón

farto / harto

fava / haba

fazer / hacer

feno / heno

ferida / herida

ferro / hierro

fígado / hígado

figo / higo

foguete / cohete

folha / hoja

forca / horca

formiga / hormiga

formoso / hermoso

fumo / humo

tarefa / tarea

etc.

17 de junho de 2009

Portugués – Español (Aspectos comparativos) Parte I (ES)

¡Hola!

Me he dado cuenta de que mucha gente necesita, por distintas razones, leer en portugués o español sin nunca haber estudiado de forma estructurada el idioma que le es extranjero. Por este motivo, supuse que podría ser útil publicar algunos posts con aspectos comparativos que pudieran servir de base para aquellos que están dando sus primeros pasos y, por qué no, aportar conocimientos para quienes ya estudian estos idiomas, permitiendo que se abran un poco más las puertas de la comprensión interlingüística de nuestras lenguas hermanas (o isoglosas, en terminología científica).

Sin embargo, es fundamental subrayar que estas informaciones son de carácter complementario, ya que la asimilación efectiva de un idioma extranjero solo se da a partir de una combinación bien dosificada y orientada de:

1) Información gramatical (para construir un banco de datos conscientes e inconscientes sobre el idioma)
+
2) Práctica orientada (para utilizar, todavía de una forma artificial, las nuevas estructuras)
+
3) Correcciones de un profesional (para que la información se convierta en acciones lingüísticas y empiece a moldearse de forma correcta y asimilarse sin el riesgo de que se generen vicios o cristalizaciones de un error por una falta de seguimiento)
+
4) Contacto y uso constante del idioma (Esto debe ocurrir desde el principio del proceso de asimilación. Inicialmente con una menor interacción y ejercitando la observación, el análisis, la comparación y la percepción sonora. En una etapa posterior, cuando el alumno ya conoce las reglas y ha sido corregido individualmente, su capacidad de autocorrección indica que ha alcanzado la tercera fase del aprendizaje -la más importante- en que comienza a desarrollar sus competencias personales en el nuevo idioma, a través de un proceso infinito de adquisición de vocabulario y perfeccionamiento).

17 de junho de 2009

Português – Espanhol (Aspectos Comparativos) Parte I (port.)

Olá!

como, por motivos diversos, muitas pessoas precisam ler em português ou espanhol sem nunca ter estudado a outro língua de forma estruturada, pensei que poderia ser útil fazer algumas postagens sobre aspectos comparativos que podem servir de base para quem está dando os primeiros passos e enriquecer os conhecimentos de quem já estuda, abrindo um pouco mais as portas da compreensão interlinguística das nossas línguas irmãs (ou isoglossas, em terminologia científica).

Contudo, é fundamental destacar que estas informações têm um caráter complementar, já que a assimilação efetiva de um idioma estrangeiro só ocorre com a combinação bem dosificada e orientada de:

1) Informação gramatical (para formar um banco de dados conscientes e inconscientes sobre a língua)
+
2) Prática orientada
(para utilizar ainda de forma artificial as novas estruturas)
+
3) Correções de um profissional
(para que a informação se transforme em ação linguística e comece a ser moldada de forma correta e assimilada sem o risco da formação de vícios ou cristalizações do erro por falta de acompanhamento)
+
4) Contato e uso constante do idioma
(Deve existir desde o início da assimilação, inicialmente com um pouco menos de interação linguística e muita observação, análise, comparação e percepção sonora. Em uma fase posterior, quando o aluno já conhece as regras e já foi corrigido individualmente, sua capacidade de auto-correção indica que entrou na terceira fase do aprendizado – a mais importante – em que começa a construir suas competências pessoais na nova língua, em um processo infinito de aquisição de vocabulário e aperfeiçoamento).

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