Dicas
Falar português em aula é proibido?
- A língua materna do aluno, sobretudo nos níveis iniciais, pode ser usada como forma de instrução, até mesmo para diminuir a ansiedade natural de aprender um outro idioma. Esta é uma disciplina diferente, por envolver uma sensação de estranhamento e uma dificuldade inicial que os outros conteúdos escolares não oferecem. O bom professor é aquele que consegue dosar bem o uso da língua materna, incentivando o estudante a substituí-la aos poucos pelas novas estruturas e pelo novo vocabulário.
- Um curso que desde o primeiro instante use apenas a língua estrangeira pode provocar uma sensação de frustração no aluno, que irá associar o estranhamento natural do aprendizado a uma incapacidade sua de compreender ou se comunicar em outro idioma.
Número de alunos
- Aulas em grupo são vantajosas para os mais jovens. Não só pela interação e pelo dinamismo, mas também por diminuírem o custo do curso, que, se fosse individual, seria bem mais elevado.
- Salas de aula muito cheias, contudo, tornam o ensino menos eficaz, tanto pelo pouco tempo de atenção que o professor pode destinar a cada um quanto pela dificuldade que um grupo grande de estudantes oferece ao aprendizado de uma disciplina intimamente ligada à comunicação.
- Turmas com cinco a oito alunos são, em geral, as mais produtivas. Doze alunos por sala deve ser o máximo aceitável em turmas de adultos. Dez é o limite para grupos de crianças e adolescentes.
Instalações
- A disponibilidade de equipamentos de som e vídeo em sala de aula, ou mesmo em um outro ambiente da escola, mostra que o curso se preocupa em oferecer ao professor condições de trabalhar com diferentes materiais e mídias. Assim, o aluno terá uma diversidade maior de atividades pedagógicas.
- No caso de crianças que ainda não estejam em idade escolar, é desejável que a escola ofereça salas compatíveis com suas necessidades – e, vale salientar, profissionais capacitados para o ensino de alunos dessa faixa etária.
- Quanto maior a exposição do aluno a um material desenvolvido originalmente em língua estrangeira e que seja, de algum modo, significativo para ele, maior será seu interesse pelos estudos e mais rápido o desenvolvimento de suas habilidades – ler, escrever, compreender e falar. Valorize os cursos que tenham biblioteca e videoteca à disposição dos alunos e questione se esse material será efetivamente usado em sala de aula.
Internet e multimídia
- O computador pode ser bastante producente para o aluno. Verifique, porém, se as salas de informática são efetivamente freqüentadas e de que forma o acesso à Internet ou o uso de CD-ROMs de ensino de línguas é conduzido. O computador é um instrumento válido para a aprendizagem de línguas estrangeiras apenas se aplicado em situações que envolvem a interatividade e desenvolvem a criatividade do aluno no idioma. Muitos programas limitam-se a reproduzir na tela do computador o que o aluno poderia fazer usando papel e caneta.
- Usar o tempo de aula para dar acesso aos alunos à Internet é um desperdício se não houver uma intenção pedagógica no uso da rede, seja visitando sites específicos de ensino de idiomas ou navegando para cumprir tarefas planejadas pelo professor.
Na própria escola (para estudantes)
- Há colégios que oferecem convênios com um curso de idiomas que ministra as aulas dentro da própria escola. Você terá vantagens, como reduzir os gastos e o transtorno com o transporte.
- Unir as duas atividades no mesmo lugar pode funcionar bem se a escola dispuser de um espaço especialmente preparado para o ensino de línguas. Verifique o número de alunos por turma, a qualificação dos professores e, principalmente, como será feita a divisão dos grupos – por faixa etária, por série ou por competência na língua. No caso de crianças, as diferenças de idade e de conhecimento podem ser inibidoras para um bom desempenho dos mais jovens.
- Analise se não será mais interessante para a criança ou para o adolescente freqüentar o curso em outro local, com a possibilidade de fazer novas amizades e estar em um ambiente diferente.

