Sobre o filme Memórias Póstumas de Brás Cubas
Texto de Antônio da Silva Câmara (camara@ufba.br)
Sociólogo. Doutor pela Universite de Paris VII – 1994. Professor do
Departamento de Sociologia e da Pós-graduação em Ciências Sociais
(PPGCS)/ UFBA.
Sinopse
“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas”
Após sua morte, no ano de 1869, Brás Cubas, disposto a se distrair um pouco na eternidade, decide narrar suas memórias e revisitar os fatos mais marcantes de sua vida. Relembra sua infância, juventude e personagens marcantes, como o amigo Quincas Borba, que passa de mendigo a milionário. Discorre ainda sobre sua formação acadêmica em Portugal e o discutível privilégio de nunca ter precisado trabalhar. Baseado no romance de Machado de Assis – um dos mais importantes da literatura brasileira – o filme mantém as características que marcam o personagem machadiano e alterna ironia e amargura, melancolia e bom-humor sem perder a leveza. Em qualquer estado de espírito, ele nos surpreende pela irreverência e devastadora lucidez.
Comentário crítico de Antônio da Silva Câmara sobre o filme (PDF)